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segunda-feira, 10 de maio de 2021

Sociedade açucareira: Patriarcal e escravista- 2 ano medio

 

Sociedade açucareira: Patriarcal e escravista

 

Denominamos de sociedade açucareira, aquela referente ao Ciclo do Açúcar na História do Brasil. Esta sociedade se desenvolveu, principalmente, na área litorânea do Nordeste brasileiro (regiões produtoras de açúcar) entre os séculos XVI e XVII.

 

 Principais características da sociedade açucareira:

- Sociedade composta basicamente por três grupos sociais: senhores de engenho (aristocracia), homens livres e escravos.

- Sociedade patriarcal: poder concentrado nas mãos dos homens, principalmente, dos senhores de engenho que controlavam e determinavam a vida dos filhos, esposa e funcionários.

- Uso, nos trabalhos pesados do engenho de açúcar, de mão de obra escrava de origem africana. Os escravos eram comercializados como mercadorias e sofriam com as péssimas condições de vida oferecidas por seus proprietários.

- Posição social determinada pela posse de terras, escravos e poder político.

Divisão social (grupos sociais)

- Senhores de engenho: possuíam poder social, familiar, político e econômico. A casa-grande, habitação dos senhores de engenho e sua família, era o centro deste poder. Este grupo social tinha forte influência nas Câmaras Municipais, principal polo de poder político das cidades na época colonial.

- Homens livres: eram em sua maioria funcionários assalariados do engenho (capatazes, por exemplo), proprietários de terras sem engenho, artesãos, agregados e funcionários públicos.

- Escravos: formavam a base dos trabalhadores nos engenhos de açúcar. Tinham como origem o continente africano, sendo comercializados no Brasil. Era o grupo mais numeroso da sociedade açucareira. Em função das péssimas condições em que viviam, dos castigos físicos e da ausência de liberdade, possuíam baixa expectativa de vida (no máximo até 35, 40 anos). Resistiram à escravidão através de revoltas e fugas para a formação dos quilombos.

Crise da sociedade açucareira

A desestruturação deste modelo social começou com a crise da economia açucareira, ou seja, com a concorrência holandesa no comércio de açúcar mundial (final do século XVII)

No século XVIII, com o início do Ciclo do Ouro, a região das minas transformou-se no principal centro de desenvolvimento econômico do Brasil. Um novo modelo social mais dinâmico passou a vigorar, porém, várias características da sociedade açucareira permaneceram ainda por muito tempo no Nordeste.

 

EXERCICIOS

 

1. “O senhor de engenho é título a que muitos aspiram, porque traz consigo o ser servido, obedecido e respeitado de muitos.” O comentário de Antonil, escrito no século XVIII, pode ser considerado característico da sociedade colonial brasileira porque:

a) a condição de proprietário de terras e de homens garantia a preponderância dos senhores de engenho na sociedade colonial.

b) a autoridade dos senhores restringia-se aos seus escravos, não se impondo às comunidades vizinhas e a outros proprietários menores.

c) as dificuldades de adaptação às áreas coloniais levaram os europeus a organizar uma sociedade com mínima diferenciação e forte solidariedade entre seus segmentos.

d) as atividades dos senhores de engenho não se limitavam à agroindústria, pois controlavam o comércio de exportação, o tráfico negreiro e a economia de abastecimento.

 

2. Foram características marcantes do processo de colonização do Brasil no período colonial:

a) trabalho livre, produção comercializada com outras colônias, pequena e média propriedades.

b) trabalho livre, cultura de subsistência, pequena propriedade e produção para o consumo interno.

c) mão-de-obra compulsória, produção manufatureira comercializada com a metrópole e latifúndio.

d) mão-de-obra escrava, produção para o mercado externo, grande propriedade e monocultura.

 

3. O país que atuava como parceiro econômico de Portugal na produção do açúcar por meio do financiamento dos engenhos, refinamento do açúcar e distribuição da mercadoria pela Europa foi:

a) Holanda.

b) Espanha.

c) França.

d) Índia.

Grécia Antiga

 

Grécia Antiga

A mais sábia das civilizações antigas

A civilização grega foi a mais avançada do mundo antigo.

Foi na Grécia que o pensamento filosófico teve origem. O pensamento filosófico deu base para o desenvolvimento do conhecimento científico, ou seja, explicar os fatos através de métodos e técnicas que possam ser avaliados e comprovados. Antes disso só existia o pensamento mítico, baseado em crenças e mitos que não podiam ser comprovados, pois partiam do imaginário popular. Sócrates, Platão e Aristóteles foram os principais filósofos da Grécia Antiga, contribuindo para a evolução de diversas áreas do conhecimento.

Sociedade e Cultura

A sociedade grega tinha uma hierarquia bem definida: os periecos eram os habitantes da periferia e não tinham participação política; os esparciatas eram cidadões espartanos integrados ao exército ou negócios públicos, os escravos eram os prisioneiros de guerra ou pessoas escravizadas por terem dívidas; os hilotas eram servos do estado; os metecos eram estrangeiros ligados ao comércio e também não tinham participação na vida pública e finalmente os eupátridas eram as pessoas nascidas em Atenas, formavam a aristocracia latifundiária.

 A tragédia e a comédia foram os dois gêneros de teatro da Grécia. As apresentações de teatro eram feitas ao ar livre e muitas peças do teatro grego são representadas até hoje.

 A poesia grega era muito valorizada, tanto que em todos os banquetes, jogos e festivais era declamada inclusive acompanhada por música. Eram classificadas em épica, encontrada nas obras de Homero e lírica, que recebeu esse nome por sempre ser acompanhada pelo som da lira.

Os templos foram os maiores representantes da arquitetura grega. Eram construções requintadas, feitas em pedra e com estilo próprio. O templo grego mais importante era o Partenon de Atenas.

 A escultura foi desenvolvida, por muito tempo, para completar as obras arquitetônicas, principalmente nos templos. Assim, é comum ver grandes esculturas ao lodo de templos e construções gregas.

Na medicina os gregos também “saíram na frente”, Hipócrates foi o primeiro a estudar as ciências médicas. Na Grécia Antiga havia uma forma interessante de atendimento: as consultas eram gratuitas, mas a pessoa que se restabelecia deveria fazer uma oferenda, levando ao “doutor” uma réplica do órgão ou membro afetado.

Culto a vários deuses

 No que desrespeito à religião, os gregos eram politeístas, isto é, acreditavam em vários deuses, mas para eles os deuses tinham uma forma antropomórfica, ou seja, eram a figura ampliada dos homens e a única diferença entre eles era a característica de imortalidade dos deuses. Podiam ser encontrados nas alturas dos céus ou nas profundezas dos oceanos e eram, representavam forças da natureza, protegiam a humanidade e representavam paixões e sentimentos humanos. Além dos deuses, os heróis também eram cultuados e chamados de semideuses.



 Grécia e a origem das Olimpíadas

O evento esportivo mais importante do mundo surgiu na Grécia

Para os gregos o esporte era muito importante! Através dele podiam mostrar suas habilidades e homenagear os deuses, principalmente Zeus, considerado o “deus dos deuses”. Como ocorria na cidade de Olimpia, o evento passou a ser chamado de Olimpíada. A primeira aconteceu há 2.500 a.C. com uma única competição: a corrida olímpica. A partir daí ficou estabelecido que as olimpíadas ocorreriam sempre a cada quatro anos, durante os meses de julho e agosto, sistema que é mantido até hoje.

Com o passar do tempo, o número de competições foi aumentando, até chegar a dez eventos: corrida, pentatlo, arremesso de disco, salto em distância, lançamento de dardo, luta, boxe, pancrácio, corrida de bigas (carro de duas ou quatro rodas puxados por cavalos) e corrida de cavalos. Tudo tinha que acontecer em cinco dias!



Curiosidade

Segundo a mitologia greco-romana, os deuses habitavam o Monte Olimpo, que fica no norte da Grécia, perto do mar Egeu. Tem 3 mil metros de altura e é o ponto mais alto do país. (fonte: Guia dos Curiosos)


 

Exercícios
 

01. Qual foi a base fornecida pelo pensamento filosófico grego?

02 Descreva a religião dos gregos na antiguidade.


03. Dentre os legados dos gregos da Antiguidade Clássica que se mantêm na vida contemporânea, podemos citar:

 

a) a concepção de democracia com a participação do voto universal.

b) a promoção do espírito de confraternização por intermédio do esporte e de jogos.

c) a idealização e a valorização do trabalho manual em todas suas dimensões.

d) os valores artísticos como expressão do mundo religioso e cristão.

e) os planejamentos urbanísticos segundo padrões das cidades-acrópoles.

 

Primeira República ou República Velha

 

Primeira República ou República Velha

 


A Primeira República foi iniciada com a Proclamação da República e ficou marcada pelo predomínio das oligarquias na política nacional. Esse período encerrou-se em 1930.

A Primeira República é o período da história do Brasil que aconteceu de 1889 a 1930, tendo sido iniciado com a Proclamação da República que aconteceu em 15 de novembro de 1889 e encerrou-se com a deposição de Washington Luís como consequência da Revolução de 1930. Esse período é conhecido por muitos como República Velha, mas entre os historiadores o termo utilizado para referir a esse período é Primeira República.

 

Proclamação da República

 

A Primeira República foi iniciada com a Proclamação da República, que aconteceu no dia 15 de novembro de 1889. A derrubada da monarquia ocorreu pela perda de apoio político fazendo com que esse regime se tornasse impopular entre as elites do Brasil. Os militares, insatisfeitos com a monarquia há tempos, e uma parcela da sociedade civil, sobretudo os oligarcas paulistas, organizaram um movimento para derrubar a monarquia.




Em 15 de novembro, liderados pelo marechal Deodoro da Fonseca, os militares destituíram o Visconde de Ouro Preto do Gabinete Ministerial. Ao longo do dia, as movimentações políticas levaram José do Patrocínio a proclamar a República na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Isso marcou o início da Primeira República Brasileira.

A Primeira República, conforme já mencionado, estendeu-se de 1889 a 1930. Um período específico da Primeira República que foi de 1889 a 1894, também é conhecido como República da Espada. Esse nome se deve ao fato de que os dois presidentes brasileiros (Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto) foram militares. A República da Espada, porém, é um período incorporado à Primeira República.

Toda a Primeira República pode ser dividida em três grandes fases:

Consolidação (1889-1898): período marcado pela consolidação das estruturas políticas e econômicas da Primeira República. Foi assinalado por crises na política e na economia.

Institucionalização (1898-1921): período no qual a estrutura política da Primeira República estava devidamente consolidada. Aqui se definiram políticas como a dos governadores e do café com leite.

Crise (1921-1930): período no qual as estruturas políticas da Primeira República entraram em crise por conta da incorporação de novos atores na política brasileira. Conflitos entre as oligarquias também contribuíram para o fim da Primeira República.

Características

A Primeira República, além de República Velha, é muito conhecida também como República Oligárquica e isso porque esse período ficou marcado pelo predomínio das oligarquias sobre nosso país. As oligarquias eram forças políticas que baseavam o seu poder em suas posses, isto é, na terra (os oligarcas eram, em geral, grandes proprietários de terra).

O predomínio das oligarquias resultou em algumas características que são consideradas grandes marcas da Primeira República.

Essas características são o mandonismo, o clientelismo e o coronelismo. Essas três simbolizam o poder das elites agrárias do país manifestado na posse de terras, além de manifestar o poder dos coronéis sobre as regiões interioranas do Brasil e a troca de interesse, elemento fundamental para a sustentação das oligarquias no poder. Outras características muito importantes desse período foram as políticas que sustentavam as estruturas no âmbito político do Brasil. Aqui estamos falando da política dos governadores e da política do café com leite.

A política dos governadores, também conhecida como política dos estados, foi criada durante o Governo de Campos Sales, presidente do Brasil entre 1898 e 1902. Foi com a política dos Governadores que o funcionamento político brasileiro na Primeira República foi estruturado. Por meio dessa política, foi possível realizar uma aliança entre executivo e legislativo.

Na prática, essa política funcionava da seguinte maneira: o Governo Federal daria apoio à Oligarquia mais poderosa de cada Estado. Em troca, o governo exigia que cada oligarquia Apoiasse as propostas do Governo Federal no legislativo. Assim, as oligarquias deveriam eleger deputados dispostos a atuar em favor do governo no Legislativo. Com o apoio à oligarquia mais poderosa, o Governo Federal esperava que os conflitos Políticos respingassem o mínimo possível no âmbito federal e ficassem reduzidos apenas ao âmbito estadual.

O funcionamento da política dos governadores dependia consideravelmente da figura do coronel, pois seria ele que, a nível regional, mobilizaria os votos necessários para eleger os candidatos certos, de acordo com o interesse de cada oligarquia.

O coronel usava seu poder financeiro para pressionar as pessoas a votar em determinado candidato. Essa intimidação dos eleitores é conhecida como “voto de cabresto”. Além da intimidação, a fraude das atas que registravam os votos eram uma prática comum.

A política do café com leite é um conceito clássico quando nos referimos à Primeira República.

Essa política ganhou força no Brasil, sobretudo a partir de 1913, com a assinatura do Pacto de Ouro Fino, entre as oligarquias de São Paulo e Minas Gerais. Esse conceito refere-se ao revezamento dos candidatos lançados à presidência por essas duas oligarquias.

Segundo esse pacto, paulistas e mineiros alternavam-se na presidência da República. O nome “café com leite” faz referência ao fato de que São Paulo era o maior produtor de café do Brasil, enquanto que Minas Gerais era o maior produtor de leite.

O uso desse conceito para explicar a Primeira República tem sido criticado pelos historiadores, porque as oligarquias mineira e paulista eram importantes, mas o funcionamento jogo político desse período não passava exclusivamente por elas, uma vez que existiam outras oligarquias no país.

No campo econômico, o Brasil seguiu com grande dependência do café. O grande produtor dele no Brasil era o estado de São Paulo. No começo do século XX, os cultivadores começaram a aumentar a quantidade de café produzida, o que acarretou a queda do preço desse produto, uma vez que o mercado ficou abarrotado com a mercadoria. Visando a defender seus interesses, os cafeicultores reuniram-se no Convênio de Taubaté.

Nesse convênio, decidiu-se que o governo brasileiro compraria o excedente de sacas de café com o objetivo de controlar o preço desse produto no mercado internacional. Isso garantiria os lucros dos fazendeiros e resolveria a questão do preço do café. Além disso, decidiu-se que o Estado realizaria um empréstimo de 15 milhões de libras para conseguir realizar a compra do excedente dessas sacas.

 

Atividade

 

1 Por que a república foi proclamada no Brasil?

2 Explique o que foi a política do “café com leite”

3 O que você entende por voto de cabresto?

4 Qual produto movimentou a economia do Brasil na Primeira República e o que foi o Convênio de Taubaté?

sábado, 6 de abril de 2019

Revolução Russa


O Império Russo passava por uma grande crise no início do século XX:
– o imenso território era governado por um imperador absolutista (o czar) a partir de São Petersburgo. O ultimo czar foi Nicolau II (1894-1917)
– a economia russa era basicamente agrícola e a propriedade da terra estava concentrada nas mãos da nobreza russa e do clero, submetidos ao czar. Eram somente essas classes sociais que possuíam direitos na Rússia
– 80% da população eram formados por camponeses vivendo em condições miseráveis
– em torno de 40% da população eram de outra nacionalidade (não russa) e vivia em condições piores que a dos russos
– no final do século XIX a Rússia passou por um processo de industrialização dependente do capital estrangeiro (inglês e francês). Nas cidades industriais as condições de vida dos trabalhadores eram, muitas vezes, piores que a dos camponeses
A derrota russa na Guerra Russo-Japonesa (1904) aumentou o endividamento do Estado. Várias revoltas populares estouraram e foram duramente massacradas. Dentre elas, o episódio mais conhecido foi o “Domingo Sangrento” (1905): centenas de trabalhadores pretendiam levar ao czar um abaixo-assinado reivindicando melhores condições de vida e reforma política. Apesar desse movimento ter sido pacifico, os trabalhadores foram recebidos a tiros e mais de mil pessoas foram mortas.
Ao mesmo tempo intelectuais, profissionais liberais e capitalistas também passaram a criticar o czarismo. O czar Nicolau II tentou amenizar a situação prometendo a convocação da Assembléia Nacional (Duma). Várias Dumas foram convocadas e fechadas, o que aumentou ainda mais as criticas ao czar.
Os partidos políticos eram proibidos, mas vários existiam na clandestinidade, sendo alguns deles inspirados pelos ideais marxistas e outros pelo modelo liberal europeu. Muitos dos líderes desses partidos tinham sido exilados, mas continuavam atuando, a partir do exterior, para derrubar o czarismo.
Quanto mais a insatisfação das massas populares aumentava, mais esses partidos ganhavam força. Os bolcheviques (“maioria”) do Partido Operário Social-Democrático Russo (marxista) foi o grupo que mais conseguiu destaque nesse cenário de crise. Além disso, em diversas regiões, os próprios trabalhadores passaram a se organizar em conselhos, chamados de sovietes.
Revolução Branca e Revolução Vermelha
A entrada do Império Russo na I Guerra Mundial levou a uma grave crise socioeconômica. Em fevereiro de 1917 o czar abdicou, pondo fim ao czarismo. Em seu lugar assumiu um Governo Provisório, inspirado no modelo liberal europeu (Revolução Branca). Mas esse novo governo não atendeu a principal reivindicação popular: a retirada da Rússia da guerra.

Poucas semanas depois, Lênin (líder dos bolcheviques) chegou do exílio à Rússia, e iniciou uma campanha a favor da saída da Rússia da guerra e da reforma agrária, defendendo uma aliança do partido aos sovietes. Os slogans de seus discursos eram: “Paz, pão e terra” e “Todo poder aos sovietes!”.
Em São Petersburgo, Leon Trotsky (líder do soviete local) passou a organizar a Guarda Vermelha em apoio à revolução que Lênin propunha.
Em outubro de 1917 a Guarda Vermelha, com apoio de operários, camponeses e soldados, depôs o Governo Provisório, aclamando Lênin como líder do primeiro Estado socialista da História (Revolução Vermelha ou Bolchevique)
Rússia Bolchevique
As primeiras medidas de Lênin, apesar de serem coerentes as suas propostas de campanha, não agradaram:
– ao retirar a Rússia da I Guerra, Lênin aceitou pagar indenização e ceder territórios à Tríplice Aliança;
– ao confiscar bens da antiga elite russa, o novo Estado bolchevique gerou uma grande saída de capitais do país.
A miséria da população aumentou e uma Guerra Civil se iniciou em 1918. De um lado estava o Exército Vermelho (antiga Guarda Vermelha e força militar dos bolcheviques) e de outro o Exército Branco (antiga elite e descontentes com o novo governo, que tinham apoio internacional).
No meio dessa guerra, várias minorias étnicas aproveitaram da extrema crise para se rebelarem em busca de autonomia política.
Os bolcheviques foram implacáveis: implantaram uma política econômica chamada de “comunismo de guerra”, e assim confiscaram tudo que era produzido pela população para sustentar a Guerra Civil. A polícia política perseguia todos os que fossem considerados “anti-revolucionários”, ou seja, os inimigos dos bolcheviques. Em 1920 o Exército Vermelho venceu a Guerra Civil e o Estado Bolchevique foi implantado na Rússia.
Em 1921, Lênin buscou reorganizar a economia russa, implantando a NEP (em português: Nova Política Econômica), dando algumas liberdades econômicas à população, mas sempre com a orientação do Estado.
No ano seguinte os bolcheviques fundaram o Partido Comunista Russo e a cidade de Moscou se tornou oficialmente a capital de um novo país: União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Apesar do nome, esse enorme país nada tinha de “união”, na realidade significou a expansão russa e bolchevique sobre os países vizinhos.
Mas foi no governo de Stálin, sucessor de Lênin, que a URSS se tornou uma grande potência mundial. Uma ditadura totalitária foi imposta, a partir de uma economia controlada pelo Estado e de uma política de extremo controle sobre a população (ver Segunda Guerra Mundial e Guerra Fria).

Responda
1. Como estava a Rússia no início do século XX?
2. Que fato ficou conhecido como o “domingo sangrento”?
3. O que foi a revolução vermelha?
4. Quem eram os bolcheviques e os sovietes?
5. Como foi o governo de Lênin?

domingo, 31 de março de 2019

O café.

Historia        Professora Edjane Lins
2 ano.  Questões

01) sobre a expansão do café no século XIX, podemos afirmar que:

A) surgiu juntamente com o desenvolvimento da cana-de-açúcar;
B) tornou-se o principal produto agrícola brasileiro durante o Segundo Reinado;
C) Fez com que o Brasil se tornasse o terceiro maior produtor mundial do produto;
D) encontrou seu maior desenvolvimento no nordeste brasileiro;
E) surgiu juntamente com o ciclo da mineração.

02) Na cafeicultura observam-se as características abaixo, exceto:

A) ser latifundiária
B) difundir-se pelo oeste do Paraná
C) ser uma monocultura
D) ser escravocrata
E) servir essencialmente ao mercado externo

03) No século XIX, a imigração européia para o Brasil consolidou:

A) o poder dos coronéis no Vale do Paraíba;
B) a pecuária na região Centro-Oeste;
C) a industrialização no eixo Rio - São Paulo;
D) a produção de cana-de-açúcar no norte do Paraná;
E) a lavoura cafeeira no Oeste Paulista.

4)  Em relação à chegada do café no Brasil é correto dizer que:

a) O café chegou somente no século XIX no Brasil e teve bastante dificuldade de ganhar o gosto popular. No século posterior, o café tornou-se um produto importante para a economia, mas não representou grandes lucros para o Estado brasileiro.

b) O café chegou ao Brasil no século XVIII, quando a esposa do governador da Guiana Francesa presentou o Sargento paraense Francisco de Mello Palheta com uma muda de café, que posteriormente foi ganhando o gosto da população brasileira.

c) A plantação cafeeira no Brasil somente cresceu após a criação do Convênio de Taubaté no século XVIII, que priorizou investimentos públicos nos cafezais para alavancar a venda do produto no mercado nacional.

d) A chegada do café no Brasil trouxe poucas mudanças para a economia nacional, uma vez que a produção cafeeira foi produzida visando ao mercado interno que era mais rentável do que o comércio no mercado internacional.

5) Cite e explique dois fatores que contribuíram para a expansão da economia cafeeira no Brasil.

6) Explique a participação do empresário Irineu Evangelista de Souza no período de ascensão da economia cafeeira e do comércio brasileiro.

quinta-feira, 14 de março de 2019

Principais características de cada período da Pré-História


1 ano

Principais características de cada período da Pré-História:


Paleolítico ou Idade da Pedra Lascada

Nesta época, o ser humano habitava cavernas, tendo que disputar, muitas vezes, este tipo de habitação com animais selvagens. Quando acabavam os alimentos da região em que habitavam, as famílias tinham que migrar para outra região. Desta forma, o ser humano tinha uma vida nômade (sem habitação fixa). Vivia da caça de animais de pequeno, médio e grande porte, da pesca e da coleta de frutos e raízes. Usavam instrumentos e ferramentas feitos a partir de pedaços de ossos e pedras. Os bens de produção eram de uso e propriedade coletiva.

Nesta fase, os seres humanos se comunicavam com uma linguagem rudimentar (pouco desenvolvida), baseada em pouca quantidade de sons, sem a elaboração de palavras. Uma das formas de comunicação eram as pinturas rupestres. Através deste tipo de arte, o homem trocava ideias e demonstrava sentimentos e preocupações cotidianas.

Mesolítico

Neste período intermediário, o homem conseguiu dar grandes passos rumo ao desenvolvimento e à sobrevivência, de forma mais segura. O domínio do fogo foi o maior exemplo disto. Com o fogo, o ser humano pôde espantar os animais, cozinhar a carne e outros alimentos, iluminar sua habitação, além de conseguir calor nos momentos de frio intenso. Outros dois grandes avanços foram o desenvolvimento da agricultura e a domesticação de animais. Cultivando a terra e criando animais, o homem conseguiu diminuir sua dependência com relação à natureza. Com esses avanços, foi possível a sedentarização, pois a habitação fixa tornou-se uma necessidade.


Neste período ocorreu também a divisão do trabalho por sexo dentro das comunidades. Enquanto o homem ficou responsável pela proteção e sustento das famílias, a mulher ficou encarregada de criar os filhos e cuidar da habitação.

Neolítico ou Idade da Pedra Polida

Nesta época o homem atingiu um importante grau de desenvolvimento e estabilidade. Com a sedentarização, a criação de animais e a agricultura em pleno desenvolvimento, as comunidades puderam trilhar novos caminhos. Um avanço importante foi o desenvolvimento da metalurgia. Criando objetos de metais, tais como, lanças, ferramentas e machados, os homens puderam caçar melhor e produzir com mais qualidade e rapidez. A produção de excedentes agrícolas e sua armazenagem, garantiam o alimento necessário para os momentos de seca ou inundações. Com mais alimentos, as comunidades foram crescendo e logo surgiu a necessidade de trocas com outras comunidades. Foi nesta época que ocorreu um intenso intercâmbio entre vilas e pequenas cidades. A divisão de trabalho, dentro destas comunidades, aumentou ainda mais, dando origem ao trabalhador especializado.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Revolução Francesa




Veja o vídeo e responda as questões

1-Por quê a Independência das 13 colônias também influenciou a Revolução Francesa?
2-Que acusação Maximilian Robespierre fez sobre a nobreza francesa?
3-Como estava organizado os Estados Gerais?
4-Por quê  os revolucionários invadiram a bastilha?
5-Quais eram os planos do rei Luís XVI?
6-Faça um comentário sobre a guilhotina:
7-Comente tambem sobre os jacobinos e girondinos:
8-O que foi o período chamado "o terror"?
9-Explique o que foi o comitê de 12 homens e qual o papel de Robespierre?
10- Como terminou a Revolução Francesa?